Segunda-feira, oito da manhã. Ninguém consegue abrir os arquivos do servidor, todos estão com uma extensão estranha, e na área de trabalho aparece uma mensagem pedindo pagamento em criptomoeda. A empresa respira aliviada por um minuto, porque tem backup. Até descobrir que o backup ficava num disco ligado ao mesmo servidor e foi criptografado junto.
Esse roteiro é mais comum do que parece. Ransomware moderno procura e ataca as cópias de segurança de propósito, porque sabe que é isso que permite à vítima não pagar.
Por que o backup tradicional já não basta
Durante anos, backup significou copiar os arquivos para outro disco ou fita. O objetivo era se proteger de falha de hardware ou de exclusão acidental. Contra um atacante que entra na rede, essa cópia acessível é só mais um alvo.
Por isso, a pergunta mudou de "temos backup?" para "nosso backup sobrevive a um ataque e volta rápido?".
A regra 3-2-1
A regra 3-2-1 é a base de qualquer estratégia séria:
- 3 cópias dos dados: a original e mais duas cópias de segurança.
- 2 mídias ou tecnologias diferentes: por exemplo, um armazenamento local e um serviço em nuvem.
- 1 cópia fora do local: fisicamente separada do escritório ou do datacenter principal.
Ela protege contra falhas que acontecem de uma vez em um lugar: incêndio, roubo, defeito de equipamento e, em boa parte, ataques.
A evolução: 3-2-1-1-0
Diante do ransomware, muitos especialistas passaram a recomendar duas regras a mais:
1. Uma cópia imutável ou desconectada
Imutável significa que, durante um período definido, aquela cópia não pode ser alterada nem apagada, nem mesmo por um administrador. Se o atacante tomar as credenciais, ainda assim não consegue destruir o backup.
2. Zero erros na restauração
Backup só vale se volta. Testar a restauração periodicamente, e registrar o resultado, é o que transforma uma cópia em garantia.
Como aplicar na prática
Um desenho que funciona bem para pequenas e médias empresas:
- Backup local rápido para restaurar arquivos do dia a dia em minutos.
- Cópia em nuvem com imutabilidade, em outro provedor ou conta, para o cenário de desastre.
- Credenciais separadas. A conta que administra o backup não deve ser a mesma do domínio da empresa, e precisa de autenticação multifator.
- Cobertura completa. Servidores, computadores de quem guarda arquivo localmente e também os dados do Microsoft 365, que muita gente esquece de proteger.
- Retenção pensada. Guardar versões por tempo suficiente para voltar a um ponto anterior à infecção, que às vezes acontece semanas antes de o ataque aparecer.
Defina quanto tempo a empresa aguenta parar
Dois números orientam a estratégia:
- RPO (ponto de recuperação): quanto de dado a empresa aceita perder. Se o backup roda uma vez por dia, pode perder até um dia de trabalho.
- RTO (tempo de recuperação): em quanto tempo a operação precisa voltar. Restaurar terabytes pela internet pode levar dias; ter uma cópia local acelera.
Combine esses números com a diretoria. Eles determinam o investimento.
Onde entra o Acronis
O Acronis Cyber Protect reúne backup, proteção contra malware e gestão de atualizações em uma só ferramenta. Ele faz backup de servidores, computadores, máquinas virtuais e Microsoft 365, permite guardar cópias em nuvem e conta com recursos de proteção específicos contra ransomware, que monitoram comportamento suspeito e protegem os próprios arquivos de backup.
Ter backup e segurança na mesma console também facilita a vida de quem administra: um painel para ver o que foi protegido, o que falhou e o que precisa de atenção.
O que costuma dar errado
- Backup que ninguém confere. A rotina falha há meses e ninguém percebe.
- Tudo na mesma rede e com a mesma senha. O atacante que entra no servidor entra no backup.
- Nunca testar a restauração. Na hora da crise, descobre-se que faltava um banco de dados ou que a cópia estava corrompida.
- Esquecer a nuvem. E-mails, OneDrive e SharePoint também podem ser apagados ou criptografados.
Comece por um teste
Uma forma simples de medir a situação é escolher um arquivo crítico e um servidor importante e cronometrar a restauração. O resultado diz mais sobre a sua proteção do que qualquer relatório.
A Advanced4u é parceira Acronis e AWS e desenha estratégias de backup e recuperação sob medida. Saiba mais em AWS e Acronis.
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